sábado, 17 de junho de 2023

Wimbledon

Como a brasileira Bia Haddad fez história em Roland Garros e a comédia romântica aparentemente é uma categoria de filme que agrada mais as mulheres, acho oportuno falar de Wimbledon. Nele temos um tenista em final de carreira interpretado pelo Visão da Marvel sem a maquiagem e uma jovem Kirsten Dunst como uma estrela do tênis em ascensao. Segue os passos de uma comêdia romântica estilo Richard Curtis. Bem agradável de se ver, ao mesclar o romance com os bastidores do esporte. Ainda temos Sam Neil de Jurassic Park como o pai zeloso de Kirsten, e um jovem James McAvoy como o irmão trambiqueiro do Visão. As rivalidades esportivas, piadas sobre sexo e o emociona em jogo torna tudo divertido.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Como Você Sabe / 2010

Escrito e dirigido por James L. Brooks. Estrelado por Reese Whiterspoon, Owen Wilson e Paul Rudd. O início engana, parecendo que vai ser uma comédia romântica com esportes ( tipo Jerry Maguire  ou As Apimentadas ) já que Lisa, interpretada por Reese, é uma jogadora de softball, ganhadora de medalha olímpica e cortada do time. Owen Wilson é um jogador de baseball milionário, que mantêm robes rosas para eventuais amantes, e Rudd é um inepto homem de negócios envolvido em um escândalo financeiro, graças ao seu pai, interpretado por Jack Nicholson. Este, com Brooks, estrelou o clássico Melhor é Impossível (1997). A expectativa é com quem a mocinha fica no final, que achei ambíguo e um tanto pessimista. O filme ainda cita Kramer versus Kramer, e através de um diálogo entre Rudd e Reese explica a invenção do Play-Doh.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Cisne Negro: a vida artística imita a arte

Desaconselharam assistir ao filme. Indigesto, foi como qualificaram. Cenas e desdobramentos do enredo foram antecipados. Mesmo assim, queria conferir a performance da atriz Natalie Portman como bailarina. Terror psicológico, como leu num blog. Darren Aronofsky, o diretor, também era um nome a considerar. A proximidade da cerimônia do Oscar inflava a retomar a cinefilia.

Desde a primeira cena fica claro que trata-se sobre delírio, terror e beleza. E balé. A inexplicável autoflagelação a que um artista pode submeter seu corpo em nome do ofício. Já sabia que testemunharia o sacrifício de dançar na ponta dos pés, com closes de sapatilhas e unhas em carne viva. O que o desaconselhava a não ver, talvez enxergar, era a similaridade entre vida e arte. Certa confusão que um ser humano pode fazer entre realidade e ficção.

Para Nina, a personagem protagonista de Portman, interpretar o cisne branco e o cisne negro do balé a leva à um turbilhão de sensações, para não dizer um surto. Para o espectador, melhor preparar-se, prontidão para o desfecho da história. "Perfeito", diz a protagonista, e perfeito para o pronto espectador e para quem reconhece um roteiro redondo de cinema.

Não pode-se dar as costas ao filme. A câmera que segue os passos de Nina, revelando as costas da atriz coça com o sentimento de persecutoriedade. A sabotagem da bailarina adversária, cujas costas são tatuadas com asas faz rima com o cisne, e o sangue que brota de unhas e unhas e unhas. Tente rodopiar em busca de equilíbrio. Dançar sob efeito estroboscópico de luzes a procura de juízo e sobriedade, e mais um tanto de sensatez. Na boate, ela pergunta: "Dura apenas duas horas?" Duas horas foi exatamente o que levou. Entrou na sessão do meio dia, e saiu às 14h.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Deixe-me Entrar

Título original: Let me in. Produção de 2010 com Chloe Grace Moretz ( a Hit Girl de Kick Ass ) e Richard Jenkins. Refilmagem de um filme sueco, acho. Tem 1h55minutos, passa rápido.
Um solitário garoto viciado em guloseimas vive num condomínio gelado, até que a chegada de novos vizinhos altera sua vida... Sim, a ainda menina que hoje tira fotos com o Neymar é uma vampirinha. Parede a parede, aprendem código morse para se comunicarem, o que é bem importante para o desfecho. E o que todos já sabem, ou vão prever, o garoto sofre bullying e é salvo antes que valentões o afoguem. Matt Reeves adaptou e dirigiu.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Barton Fink 1991


Direção dos irmãos Joel e Ethan Coen. Com John Turturro, John Goodman, Michael Lerner, Judi Davis.
Os Coen transformaram em filme o drama e a neurose que pode atingir todo artista no momento da criação. A busca pela chamada inspiração, a dúvida de estar produzindo algo que presta, a indecisão de assumir ou não o ofício de ser um criador, tudo está explicita ou implicitamente expresso na história de Barton Fink ( Turturro, ideal para o papel ) o teatrólogo que vai para Hollywood testar seu talento ao se tornar roteirista contratado por um impagável produtor ( Michael Lerner, concorreu a melhor Coadjuvante ao Oscar).
John Goodman surge como um homem comum, que torna-se amigo do escritor, mas depois se mostra alguém tão demente quanto aquele que se propõe ser um artista brilhante. O fogo no corredor do hotel onde estão hospedados, e a cena em que, depois de horas de angustia, o autor finaliza seu roteiro, sai para comemorar num salão de baile e acaba esmurrado por um marinheiro são memoráveis.

Mother, de Candice Breitz


Videoarte com mães do cinema, vi na faculdade.

E.T. O Extraterrestre 1982

Com Henry Thomas, C.Thomas Howell, Dee Wallace Stone, Drew Barrymore e Peter Coyote.
Fenômeno cinematográfico, esse filme causou frisson da época de sua exibição. Catalisou a emoção de famílias inteiras, no mundo inteiro. Quando o vi tinha uns oito anos de idade. E foi algo incrível, não lembro de nada parecido desde então. Fomos a parentada toda ao cinema, a sala lotada, pipoca para todo quanto é lado. O filme começa sombrio, com lanternas fugazes no mato, perseguindo não sei o que. Fica cada vez mais humano e engraçado, com crianças se relacionando com aquela criatura um tanto feia, de olhos grandes e dócil.
O clímax da choramingação desembestada é quando o alienígena resolve telefonar para casa. Quando todos pensam que o pobre coitado morreu, o bendito do vaso com flor murcha começa a florescer novamente. E o ápice da empolgação é a cena em que as bicicletas voam. Os pneus deixam de tocar o chão, entra a infalível trilha sonora de John Williams e a platéia inteira se descontrola num extraordinário, e até hoje inesquecível coro de aplausos.
Steven Spielberg mereceu o título de mago com essa cena especifica e ao causou naquela sala lotada do Cine Comodoro. Posteriormente fez outros clássicos como a Lista de Schindler e o Resgate do Soldado Ryan, mas seu Império do Sol , estrelado pelo batman Christian Bale ainda criança, não acho tão emocionante.


Caro Diario / 1994

Escrito e dirigido por Nanni Moretti. Com Nanni Moretti, participação especial de Jennifer Beals, interpretando ela mesma.


Monótono filme italiano, que ganhou prêmios em alguns festivais internacionais. Moretti faz um cinema de autor, digamos uma espécie de Woody Allen italiano. O filme é confessadamente autobiográfico, e só vai satisfazer aqueles que se interessam por uma expressão artística mais pessoal e subjetiva, ou seja, deve-se embarcar  no tom reflexivo do filme para entender algo, ou simpatizar-se com algo. Moretti divide o filme em três capítulos: Na Lambreta, Ilhas, e Médicos. Cada capítulo ilustra episódios da vida do diretor, seus sentimentos e pensamentos. É um diário filmado.

Algumas cenas são contemplativas, e se estendem, o que pode aborrecer alguns espectadores. Vemos paisagens, casas, ele pilotando a vespa por bairros italianos, e por aí vai. Talvez funcione melhor para quem conhece a Itália também. O melhor episódio é o terceiro, quando o diretor retrata momentos de sua vida na qual se viu doente, com câncer. Concluindo, para quem curte um filme de arte, tudo bem, mas se seu negócio é videoclipe e ritmo acelerado, esqueça. O humor é sutil e mínimo, porém humano.

Monty Phyton´s Flying Circus Vol.1

Com Graham Chapman, Michael Palin, Terry Jones, Eric Idle, John Cleese e as animações surreais de Terry Gilliam.

Compilação de sketches do grupo Monty Phyton ( digamos, o Casseta e Planeta da Inglaterra ). O humor é britânico e intelectualizado, o que desagrade alguns. Por vezes é estúpido, e o riso é causado pelo ridículo, um tanto besteirol. É um tipo de humor que apela para maluquice e coisas fora de propósito, situações num contexto insólito.

Os destaques ficam para sketche do killing joke, sobre uma piada tão engraçada que mata as pessoas de tanto rir, a corrida de bicicletas entre pintores famosos, começa com um comentário sobre Pablo Picasso pintar um quadro em movimento, e termina com Toulose Lautrec numa espécie de velotrol, e a paródia de Superman, o Bicycle Repairman.

É um bom programa para quem curte o grupo, de filmes como O Sentido da Vida e Em Busca do Cálice Sagrado. O interessante é o modo como eles interligam as situações, são duas horas de sketches variadas mas com continuidade, não há uma quebra de ritmo, eles colaram de forma que todas formam algo compacto. Pode não agradar a todos, mas que os humoristas são criativos, isso eles são, não há como negar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mistério na Rua 7 / 2010

Título original: Vanishing on 7th Street. Com Hayden Christensen - o Darth Vader jovem - Thandie Newton, John Leguizamo. Dirigido por Brad Anderson. Roteiro de Anthony Jaswinski.

Começa bem, com Leguizamo - o Toulose Lautrec de "Moulin Rouge" - interpretando um projecionista, na escuridão da cabine de cinema. E não perde tempo, com o sumiço ( o Vanishing do título ) acontecendo. Vi na TV, onde a faixa indicativa era para maiores de 10 anos. Portanto não trata-se de um filme de terror com sustos ou suspense sufocante. Encare mais como uma fábula onde a luz e a escuridão - literalmente - enfrentam-se.
O final é simpático e esperançoso pode dar um alento. Enfim, nada de extraordinário, é um bom passatempo.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Johnny Destino 1995

Titulo Original: Destiny turn on the radio. Escrito há época.
Direção: Jack Baran. Com Dylan McDermott, Nancy Travis, James Belushi, Quentin Tarantino, Lisa Jane Persky, Richard Edson, Bobcat Goldwaith, James Le Gros.

Híbrido de comédia romântica e fantasia sobrenatural, nunca decola em suas pretensões.  O ritmo é morno, mas é facilmente perceptível a intenção de se fazer um filme original e moderno.
Ao contrário do que se podia esperar, a presença de Tarantino é discreta, mesmo fazendo um papel de destaque, uma espécie de anjo da guarda que orienta as ações dos demais personagens. Sua personalidade histriônica, e seu jeito veloz de falar não é aproveitado em nada.
Os atores são simpáticos e competentes, mas nenhum tem enorme carisma. Talvez os próprios personagens atrapalhem, pois não são tão bem definidos. Nancy Travis é uma gracinha, mas não arrasa como cantora de boate.

O filme foi aparentemente concebido e desenvolvido no Sundance Institute, a escola de cinema cujo patrono é Robert Redford ( ele fez Sundace Kid no clássico Butch Cassidy ) o que já rotula o filme, de certa forma como independente.

Um achado do filme é resgatar Bobcat Goldwaith, da série Loucademia de Polícia, que antes era um cabeludo aloprado, e agora se mostra careca e atrapalhado.
Vale a pena ser visto, embora seja um filme insonso. O barato está na tentativa de ser cool, um Plymouth cuja buzina imita beep beep do Papa-Leguas, um motel chamado Marilyn Monroe cujos quartos tem nomes de filmes da famosa loura, e a música tema do par romântico, uma versão instrumental de Just a Imagination.

Adendo curioso:
O diretor Jack Baran tem longa carreira como primeiro assistente de direção, auxiliando o cineasta Bruno Barreto em Voando Alto ( View from the top, 2003) estrelado por Gwyneth Paltrow. fonte IMDB.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Manhattan / Mauvais Sang

 
 
Nunca me ocorreu comparar essas sequencias, embora goste dos dois filmes: `Manhattan´, de Woody Allen, e ' Sangue Ruim', de Leos Carax. Vi isso na Expo Musica e Cinema, O Casamento do Século.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Marcelo, Martelo, Marmelo

Eis uma escrevinhação sobre o filme Thor,a ser exibido hoje, na Tela Quente da Globo.

Poucos sabem, mas o nome do meio - ou middle name como dizem os gringos - de quem vos escreve é Marcelo. Outro quase segredo é que como cartunista fui um colaborador da revista Mundo dos Super Heróis. Aos poucos a seção que ocupava foi desmanchando-se frente a força dos espaços publicitários dos anunciantes. Dito isto, justifico o título do texto e minha fruição do filme Thor, mais uma peça para megambição da indústria hollywoodiana. Sim, pois é salutar saber que tal filme é apenas uma peça de um quebra-cabeças chamado Universo Marvel - um tanto mais no mundo dos quadrinhos do que no mundo do cinema.

Trata-se de um filme-pipoca, com o que há de bom e ruim em mastigar milho espoucado enquanto assiste-se a algo. Ou seja, não trata-se de nenhuma obra-prima mas também não vai fazer tão mal à saúde... Pipoca na manteiga... nem tanto. Falta um pouco de tempero na receita, aparentemente bem dosada. Um roteiro que contempla adequação introdutória do personagem antiquado e quase carnavalesco. Anthony Hopkins, o premiado ator, como Odin, o Pai de Todos. Kenneth Branagh, que adaptou Hamlet, portanto alguém intímo de tramas palacianas de traição - o que ocorre me Asgard, reino de Thor. Natalie Portman, outra premiada, como par romântico do herói. E o protagonista, barbado e adepto de fisiculturismo. E efeitos especiais, claro.

A crítica Isabela Boscov já atentava que a parte acontecida no reino da Terra - sim, segundo a mitologia do filme são nove reinos - é bem mais divertida do que acontece em Asgard, fato. O público ri, e dá risada, e sorri diante do contraste lenda nórdica e tempos atuais. O humor necessário para não levar tão à sério um sujeito que depende única e exclusivamente de um martelo, para justificar sua vida. Opa, spoiler? Acho que não.

Concluindo:Sim, hoje vai ter marmelada? - como berravam no circo antigamente. É para diversão, não para enfatizar a sétima arte. E escrever sobre cinema requer mais informação que opinião. Digite Thor no IMDB. Opinião já foi dada. E esperar o encontro entre Hulk, Homem de Ferro, Thor e afins. Sonho. Decisões mais duras que o sonho de um martelo, como diria Neruda. (escrevi este texto à época, antes do ótimo Avengers).

terça-feira, 27 de maio de 2014

Trois Colour : Rouge / A Fraternidade é Vermelha

Texto escrito há época: o filme é de 1994.
Produção França / Suiça / Polônia. Dirigido por Krysztof Kieslowski, com Irene Jacob, Jean Louis Trintgnant e outros.
" O melhor Kieslowski que já vi. Notei que ele era bom assistindo a alguns episódios do Decálogo. A desenvoltura e a maneira criativa e correta de movimentar a câmera. Assisti a Dupla Vida de Veronique, mas achei chato. Já a Fraternidade tem um roteiro intrigante, enigmático, e embora se perca às vezes em diálogos filosofantes, consegue fazer com que o clima de vida incontrolável permaneça nas cabeças e corações. Não é filminho pra se ver descompromissadamente, de maneira alguma é superficial.
Assim como não é superficial a beleza de Irene Jacob. Quando o filme acaba, o que fica é a imagem hipnótica de Irene de perfil, cabelos molhados, olhar triste e o fundo vermelho".


Uma tela : kotoba

Estatelada no chão, a tela. Palavra em japonês. Proposta de Sergio Romagnolo: o gesto. Acrílica.