Monótono filme italiano, que ganhou prêmios em alguns festivais internacionais. Moretti faz um cinema de autor, digamos uma espécie de Woody Allen italiano. O filme é confessadamente autobiográfico, e só vai satisfazer aqueles que se interessam por uma expressão artística mais pessoal e subjetiva, ou seja, deve-se embarcar no tom reflexivo do filme para entender algo, ou simpatizar-se com algo. Moretti divide o filme em três capítulos: Na Lambreta, Ilhas, e Médicos. Cada capítulo ilustra episódios da vida do diretor, seus sentimentos e pensamentos. É um diário filmado.
Algumas cenas são contemplativas, e se estendem, o que pode aborrecer alguns espectadores. Vemos paisagens, casas, ele pilotando a vespa por bairros italianos, e por aí vai. Talvez funcione melhor para quem conhece a Itália também. O melhor episódio é o terceiro, quando o diretor retrata momentos de sua vida na qual se viu doente, com câncer. Concluindo, para quem curte um filme de arte, tudo bem, mas se seu negócio é videoclipe e ritmo acelerado, esqueça. O humor é sutil e mínimo, porém humano.
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