sábado, 31 de dezembro de 2016

Johnny Destino 1995

Titulo Original: Destiny turn on the radio. Escrito há época.
Direção: Jack Baran. Com Dylan McDermott, Nancy Travis, James Belushi, Quentin Tarantino, Lisa Jane Persky, Richard Edson, Bobcat Goldwaith, James Le Gros.

Híbrido de comédia romântica e fantasia sobrenatural, nunca decola em suas pretensões.  O ritmo é morno, mas é facilmente perceptível a intenção de se fazer um filme original e moderno.
Ao contrário do que se podia esperar, a presença de Tarantino é discreta, mesmo fazendo um papel de destaque, uma espécie de anjo da guarda que orienta as ações dos demais personagens. Sua personalidade histriônica, e seu jeito veloz de falar não é aproveitado em nada.
Os atores são simpáticos e competentes, mas nenhum tem enorme carisma. Talvez os próprios personagens atrapalhem, pois não são tão bem definidos. Nancy Travis é uma gracinha, mas não arrasa como cantora de boate.

O filme foi aparentemente concebido e desenvolvido no Sundance Institute, a escola de cinema cujo patrono é Robert Redford ( ele fez Sundace Kid no clássico Butch Cassidy ) o que já rotula o filme, de certa forma como independente.

Um achado do filme é resgatar Bobcat Goldwaith, da série Loucademia de Polícia, que antes era um cabeludo aloprado, e agora se mostra careca e atrapalhado.
Vale a pena ser visto, embora seja um filme insonso. O barato está na tentativa de ser cool, um Plymouth cuja buzina imita beep beep do Papa-Leguas, um motel chamado Marilyn Monroe cujos quartos tem nomes de filmes da famosa loura, e a música tema do par romântico, uma versão instrumental de Just a Imagination.

Adendo curioso:
O diretor Jack Baran tem longa carreira como primeiro assistente de direção, auxiliando o cineasta Bruno Barreto em Voando Alto ( View from the top, 2003) estrelado por Gwyneth Paltrow. fonte IMDB.

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